|
"Apresentação
Por: Nilmar Velasco
Fazer a apresentação de Rivkah
Cohen é caso típico de posições trocadas... De há muito deixou de ser um nome
para se transformar numa legenda. Quem não a conhece neste fantástico mundo
virtual merece uma boa reprimenda por estar perdendo uma linda prenda.
Falar de Rivkah Cohen é um
desafio porque ela é o próprio... Para ela o píncaro não existe... Se estrela
fosse - ou quando for - estará no zênite...
Nos meus seis ou sete anos de
viagens virtuais já trilhei muitas estradas e encontrei pessoas que, postas à
prova, eram limões sem caldos.
Estava perdido num deserto e
eis que encontro uma mulher. A princípio pensei que fosse miragem. Mas a miragem
tinha nome: Rivkah Cohen. Mais incrível: conhecia os "caminhos" daquelas
montanhas de areia como se fossem as belas ruas da sua Tel Aviv... Sim, porque
Rivkah Cohen sabe onde anda... Tem o instinto das feras indomáveis... É caldo
puro... Embora tenha feito Ciências Sociais, o que lhe permitiria adentrar os
mais diversos segmentos sociais, preferiu seguir em frente deixando o diploma
para trás e enveredou pela Kabalah, um tratado filosófico-religioso Hebraico com
conteúdo extremamente complexo, já que alterna religião e simbolismos dos
números e das letras. Mas não pára aí seu espírito investigativo. Quer
escarafunchar o Firmamento, afirmando que pelo Bawashakrah, Saturno e Sol devem
ter alguma incompatibilidade, pois quando resolvem pôr essas divergências mais
acendradas seus efeitos atuam sobre nós, pobres mortais...
No mundo de Rivkah Cohen só há
estesia. Dos fatos cotidianos mais corriqueiros compõe lindos poemas, não raro
exaltando as belezas da Vida e da Paz, cuja bandeira empunha com amor e ardor.
Logo que a conheci dei-lhe o título de Melhor Embaixadora "ad hoc" que Israel
jamais teve no Brasil.
Hoje, "bicordiana", pois seu
coração está dividido entre Israel e Brasil, a cruzada que empreende pela Paz
no Oriente Médio tem encontrado eco em muitos segmentos sociais.
Permitam-me fazer um paralelo.
Na abertura do ano letivo do
Instituto Superior de Ciência e Tecnologia de Moçambique o escritor Mia Couto,
também licenciado em Medicina e Biologia, fez uma exortação de sapiência: "Não
podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos."
À porta da modernidade
precisamos de nos descalçar.
Eu contei Sete Sapatos Sujos
que necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas
eu tinha que escolher e sete é um número mágico.
Primeiro Sapato: A idéia
de que os culpados são sempre os outros; Segundo Sapato: A idéia de que o
sucesso não nasce do trabalho; Terceiro Sapato: 0 preconceito de que quem
critica é um inimigo; Quarto Sapato: A idéia de que mudar as palavras muda a
realidade; Quinto Sapato: A vergonha de ser pobre e o culto das aparências;
Sexto Sapato: A passividade perante a injustiça; Sétimo Sapato: A idéia de
que, para sermos modernos, temos que imitar os outros.
Muito antes de Mia Couto esta
era a pregação de Rivkah Cohen, inimiga pública nº 1 de todo tipo de preconceito
ou de injustiça. Tendo a Paz como norte da vida, viu crescer uma imensa
multidão de adeptos. E nos seus momentos de encontro consigo mesma, certamente
vem-lhe esta constatação: falta muito para chegar ao fim da luta, mas até agora
tenho vencido...
Entre os fusos, nada confusos"
o leitor corre apenas um risco: diante do talento de Rivkah Cohen ficar
recluso...
Nilmar Velasco

Autora: Rivkah Cohen
150 páginas - 15 X 21 cm - Editora AVBL
ISBN
85-98219-15-0
R$ 25,00


|